Bem resolvido

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Hoje pensaremos em Gálatas 6.1-6.

 

Ser resolvido consigo mesmo é um estado de graça! Você coloca uma roupa com a qual sente-se bem, come aquilo que gosta, tem o peso que deseja, frequenta os lugares que tem vontade de ir, assiste os filmes pelos quais se interessa e lê os livros que julga te acrescentarem algo. Tem o carro que pode ter, a casa que pode ter, a TV que pode ter, cartão de crédito se pode ter (eu tenho um com limite de R$ 200,00. É o que posso ter!). Onde, em toda esta lista, entrou a opinião alheia? Estar resolvido não é a mesma coisa que ser prepotente e nem humilde a ponto de não mudar; significa apenas que você está em paz consigo mesmo.

 

O que isso tem a ver com o texto de hoje? Muita coisa. Só uma pessoa bem resolvida consegue olhar para outras com misericórdia e humildade – qualidades que não estão presentes em quem ainda não se resolveu. Veja o verso 1: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.”. Duas marcas de uma pessoa resolvida estão aqui. Em primeiro lugar, uma pessoa resolvida consegue olhar os erros dos outros com carinho. “Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar”, diz uma canção antiga que você não deveria conhecer. Se todos erram, então não me causa espanto algum o erro do outro. Em amor e misericórdia, aquele que é espiritual e que tem o fruto do Espírito crescendo dentro de si, ajuda aquele que errou a se levantar. Já o que não é resolvido anunciará aos quatro cantos o erro do outro. Em segundo lugar, uma pessoa resolvida consegue enxergar seus próprios erros. “Se ele errou hoje, eu já errei ontem”. Isso faz com que eu não julgue, porque sei o quanto erro, e faz com que eu redobre a minha atenção: “hoje foi ele. Se eu não me cuidar, amanhã posso ser eu”.

 

Só quem está em paz consigo mesmo consegue ajudar os outros a levarem suas cargas. Só quem está resolvido pode nivelar-se por si mesmo (não posso querer ser melhor que alguém ou julgar-me pior que alguém: minha medida tem que ser “melhorei ou piorei como pessoa e como servo de Deus?”. Só quem está confiante de quem é carrega seus próprios fardos sem colocar a culpa nos outros (entrei em um problema? A culpa é minha. Preciso resolver). Por fim, só quem tem plena convicção de quem é pode ser humilde. Quem ainda não se resolveu, quem ainda busca sua identidade, denigre, julga e machuca o outro. É diminuindo o próximo que ele pode se sentir maior. Já aquele que sabe quem é faz duas coisas:

1) É ensinável. Não se pode ensinar nada a alguém que já sabe tudo. A pessoa resolvida tem maior consciência daquilo que não sabe do que daquilo que sabe. Desta forma, está sempre disposta a aprender.

2) É grato. Gratidão é algo que nasce de um coração resolvido. Aquele que julga que a gratidão o diminuirá (pois ser grato implica em reconhecer que o outro fez algo louvável), sempre diminuirá as outras pessoas. As opiniões não são importantes, as ajudas não são importantes, as próprias pessoas que a ajudaram a ser quem é não são importantes! Entretanto, aquele que é espiritual, que anda guiado pelo Espírito “… que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui.” Gálatas 6:6. Isso fala sobre ser grato, dar honra, dar valor a quem lhe ajuda.

 

É o nosso desafio, enquanto crescemos na Verdade, nos resolvermos. E, na verdade, é muito simples fazer isso: Deus te ama, te aceita, quer te transformar até ser perfeito. Será que uma simples crítica pode abalar isso? Seja do grupo dos resolvidos!

 

Graça e paz.

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara... aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá... ^_^