Hoje pensaremos em Gálatas 6.7-9.

 

Eu simplesmente detesto morango. Sempre detestei. Uma vez o meu pai plantou um monte de morangos no terreno de nossa casa. Porque li uma revistinha do Chico Bento (Maurício de Souza influenciando-me para o bem) em que ele cuidava de uma plantação, resolvi cuidar dos morangos. Pegava serragem nova nas marcenarias perto de minha casa, colocava abaixo dos frutos (porque se o morango encostar na terra, ele apodrece). Regava, olhava para ver se tinham lagartas… No fim de tudo, quando colhemos os morangos, adivinhem quantos eu comi? Nenhum, porque simplesmente detesto morangos. Durante este processo de plantio/germinação/frutificação/amadurecimento eu não estava enganado um minuto sequer: sabia que o que viria dali era uma uma fruta que eu não gosto. Detesto morangos. Já falei isso? Imagine agora o seguinte: plantei morangos, reguei morangos, cuidei de morangos mas, lá no fundo, esperava que nascesse jamelão (adooooro jamelão!). Orava pelo jamelão, cria no jamelão, chegava a sentir o gosto do jamelão. Pergunto a você: minha fé e desejo de que a plantação de morangos produzisse jamelão mudaria a colheita? Não? Então por que fazemos isso todo dia?

 

Somar dois mais dois todos os dias esperando que o resultado seja diferente é coisa de maluco. Fazer aquilo que desagrada a Deus e esperar ter Dele Sua bênção e proteção também é. “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.”. Se eu planto fofoca e disse-me-disse, o que acha que colherei? Se eu planto brigas e gritaria no meu casamento, o que acha que colherei? Se eu planto falta de perdão e arrogância, o que acha que colherei? Não adianta: colherei exatamente aquilo que plantar. Isso não torna o Eterno perverso, mas mostra que Ele é justo. Se você ainda não acha que isto é uma coisa séria, veja isso: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição…”. Quando Paulo fala de destruição, corrupção, ele está falando de morte. Quem planta para os desejos egoístas e arrogantes da carne colhe morte. É a mesma coisa que ele diz em Romanos 6.23: “Pois o salário do pecado é a morte…”.

 

Graças a Deus, entretanto, o texto não termina aí! “… mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.”. Se eu planto palavras de bênção e de elogios, o que acha que colherei? Se planto palavras de amor e afirmação no meu casamento, o que acha que colherei? Se planto perdão e humildade, o que acha que colherei? Glória a Deus: colherei exatamente aquilo que plantar! Isso não torna o Eterno complacente, mas justo: se planto o mal, mal colherei; se planto o bem, bem colherei. Sei que às vezes é mais fácil agir da maneira errada, seja porque chegamos em um limite, seja por causa de um dia muito ruim, seja por uma decepção mas, se fizermos isso, a colheita se voltará contra nós. O texto de hoje termina com uma promessa linda, que faz valer a pena toda a luta de plantar sementes boas: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.”.

 

Não desista!

 

Graça e paz.

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara... aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá... ^_^