Hoje pensaremos em Colossenses 2.8-11;16-23.

 

Se você pensa que atitudes que você toma ou deixa de tomar te transformam em cristão, já errou a mão. Se acha que ser “crente” é adequar-se a um conjunto de regras da igreja, errou novamente. Se há algo complicado de se lidar na Igreja, no Corpo de Cristo, é com regras. Elas existem? Sim. Cumpri-las te transforma em cristão? Não. Vamos pensar sobre isso?

 

“Um dos mestres da lei aproximou-se e os ouviu discutindo. Notando que Jesus lhes dera uma boa resposta, perguntou-lhe: ‘De todos os mandamentos, qual é o mais importante?’. Respondeu Jesus: ‘O mais importante é este: ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. ‘Não existe mandamento maior do que estes.'”. (Marcos 12:28-31)

 

A Lei, os Dez Mandamentos, não foram abolidos por Jesus, de forma alguma! O que Ele fez foi agrupar os dez em dois grupos: 1) Mandamentos a respeito de Deus (1º-4º); 2) Mandamentos a respeito do próximo (5º-10º). Ele simplificou os dez, dizendo: “Ame ao Senhor e ame ao seu próximo”. Quem ama o Eterno honra, se dedica, não trata como coisa comum e prefere acima de todas as coisas. Quem ama o próximo honra, não atenta contra a vida, não trai, não rouba, não denigre, não inveja. Veja bem como a coisa funciona: quem AMA faz estas coisas. A questão aqui é a motivação, o impulso, a origem: se é o amor, então as outras coisas seguirão. Se não for o amor, as ações podem até existir, mas serão inúteis e vazias (1 Coríntios 13).

 

Voltando então ao início, não são as atitudes que formam, mas o amor. Caímos então em duas questões sobre as quais eu e você precisamos refletir:

 

1) Se amo, submeto-me. Isso é algo que não pode ser medido por um termômetro, nem por uma régua; não aparece no exame de sangue e nem no raio-X. Isso é algo íntimo, intrínseco, que abita o cerne da existência: eu sei se amo ou não. As pessoas podem dizer que eu amo, podem achar que eu amo, podem cantar que eu amo, mas eu, e somente eu, sei se amo de verdade. Há uma pessoa no espelho para quem você pode tentar mentir, mas que sabe da verdade de teu coração. Se eu amo O Eterno com tudo o que sou, de todo o meu coração, de toda a minha alma, de todo o meu entendimento e com todas as minhas forças, diga-me como posso viver um padrão de vida que traz tristeza ao Seu coração? É ilógico, não? Esta medida é interna, é pessoal e intransferível: se amo, obedeço. Se não obedeço, não amo.

 

2) Não existe “crentômetro”. Não adianta procurar na Internet, em sites de comparação de preço e nem na China. Os cientistas não inventaram, os filósofos não criaram e nem os religiosos o patentearam. É impossível você e eu medirmos a espiritualidade e o amor alheio. Graças a Deus por isso! Queridão, no nome de Jesus, entenda com todo o carinho isso: tua régua só mede a você mesmo, assim como a minha só mede a mim. Não somos os “calibradores espirituais” do mundo. Estas pessoas que arrogam para si o título de “padrão” já estão erradas, porque o padrão da perfeição chama-se Jesus de Nazaré. Fora dele todos são imitação. Você está crescendo na fé? Glória a Deus! Não obrigue, entretanto, outros a seguirem suas medidas. Cada um tem um tempo de crescimento, e cada um crescerá para a glória do Eterno. Deixe que o Espírito Santo faça a obra Dele nos outros, e concentre-se em Sua obra em você.

 

Todas as vezes que tentamos criar santidade na marra, criamos monstros desalmados e sem espiritualidade, que falam as palavras corretas, têm as atitudes corretas, mas cujo coração está nas mais densas trevas. Obediência verdadeira só vem por amor. Ponto. Amor não se pode empurrar, obrigar; tem que ser gerado. Se você, assim como eu, se preocupa com alguém, faça diferente: lute para gerar amor – sem brigas, sem guerra, sem obrigações. Fazendo assim, não serão regras impostas a serem seguidas; será a manifestação do amor puro e genuíno em forma de obediência.

 


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Graça e paz.

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara... aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá... ^_^