Hoje pensaremos em Colossenses 2.11-15.

 

De todos os símbolos cristãos, o que eu mais gosto é o da cruz vazia. Quando olhamos para a cruz com Cristo, nos lembramos de Seu martírio e morte; porém, quando olhamos para a cruz vazia, nos lembramos de que ela não foi o fim da história. Cantamos durante muitos anos músicas que diziam que o inferno festejou o dia da crucificação (até o Hosanna! Music tem!), mas precisamos lembrar que todos os esforços do Diabo foram para afastar Jesus da cruz. Até o último momento, no Getsêmani, a tentativa foi apresentar outro caminho, outra solução. Por quê? Porque todo o inferno estava muito consciente do que a cruz significava.

 

“Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.” (2.13-15).

 

O homem nunca deveu nada ao Diabo, muito menos O Eterno. O acerto de contas da cruz não foi com o Diabo, com anjos, com homens. A cruz não foi o assassinato de Jesus pelas mãos de um Deus que queria vingança. O Pai é Deus, assim como Jesus é Deus e o Santo Espírito é Deus. A Trindade envolveu-Se na redenção do homem. O Filho tornou-Se homem, foi guiado pelo Pai e empoderado pelo Espírito para o dia da cruz, o dia do acerto de contas. Vamos entender isso?

 

Quando o homem pecou no Éden, contra quem pecou? Gênesis 3 nos responde. Não foi contra a serpente, não foi contra a terra, nem mesmo contra a árvore; o homem pecou contra Deus. A partir de agora o homem morreria por causa de seu erro. Adão morreu por seu erro. Caim e Abel morreram por causa de seus erros. Enos, Abraão, Jacó, Davi, Isaías, Ezequiel, Daniel: todos morreram por causa de seus erros. A morte é o salário do pecado (Romanos 6.23), e cada homem que morreu cumpriu apenas a sua sentença (bate até aquela bad lendo isso…). Entretanto (e glória a Deus pelos entretantos!), o mesmo texto de Romanos 6 diz que o dom gratuito de Deus, em Jesus, é a vida eterna. Jesus conquistou isso colocando-Se em nosso lugar. Se todo homem que morria, morria por causa de seus erros, temos aqui um homem que jamais errou! Ele foi o único que não merecia morrer, pois jamais deixou o pecado contaminá-Lo. Jesus poderia vir ao mundo e sair dele sem morrer, pois a morte não tinha poder sobre Ele (daí o esforço do Diabo em tentar convencê-Lo a fazer exatamente isso). Jesus, o Eterno encarnado, o Emanuel, escolheu dar a vida por mim e por você. Na hora em que Ele entregou o Seu espírito e morreu, não houve festa no inferno, querido; houve pânico. Neste momento, no momento da morte da cruz, o poder que o inferno tinha sobre o mundo caído, o poder da morte e do pecado, foi rasgado como uma nota promissória que perde o valor. Jesus não apenas venceu de modo tímido e fraco; triunfou sobre eles e fez deles um espetáculo. A dívida que tínhamos com o Eterno, com o Espírito, com o próprio Jesus, foi paga por Ele mesmo. Agora, de uma vez por todas, somos livres do poder do pecado! Aleluia!

 

A pergunta que seguiria, talvez, seria essa: “Ótimo. Por que o mundo continua louco então?”. Pois é. Apesar de toda a vitória, de todo o livramento, de todo o poder manifestado na cruz, muitos de nós simplesmente rejeitamos isso. Apesar de não termos mais dívida alguma contra o Eterno, de termos liberdade de nos achegarmos a Ele, de sermos livres do pecado, muitos de nós não fazemos caso disso. Ao invés de aceitarmos a liberdade, escolhemos ser escravos de nossos desejos egoístas e destrutivos. Veja que cena triste: o estuprador está livre do pecado. Ele não precisa mais ser escravo dele. Infelizmente, escolhe ferir meninas que jamais precisariam passar por isso. O adúltero está livre do pecado. Ele não precisa mais ser escravo dele! Infelizmente ele escolhe ser infiel e fere sua família, que jamais precisaria passar por isso. De um lado, uma marcha triunfante de vitória e liberdade, de vida e alegria; do outro lado uma marcha de morte e escravidão, de feridas e tristezas, fadada ao abismo. As paradas estão acontecendo agora mesmo. Muita gente toma todo dia a decisão de seguir a parada do trinfo, da vida. E nós, qual escolheremos?

 


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Graça e paz.

 

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara... aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá... ^_^