ADMOESTAÇÃO – PARTE 2 | Que tal Pensarmos?

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Hoje pensaremos em 1ª Timóteo 6.3-5.

Lata vazia descendo o morro: faz um barulhão, mas não tem nada por dentro. Algumas pessoas, para esconder o vazio que têm por dentro, optam por fazer barulho. Estão sempre em uma discussão, sempre comentando sobre uma genealogia, sempre levantando polêmica, sempre levando outras pessoas vazias como elas a discutir coisas sem lógica e que não levam a lugar algum. Isso não tem outro nome: é orgulho.

“Se alguém ensina falsas doutrinas e não concorda com a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que é segundo a piedade, é orgulhoso e nada entende. Esse tal mostra um interesse doentio por controvérsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja, brigas, difamações, suspeitas malignas e atritos constantes entre pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro.” (1 Timóteo 6.3-5).

O orgulho é uma doença muito perigosa, pois luta para que o doente não a reconheça. É aquele estado mental em que você já não acha mais – tem certeza – de que todos os outros estão errados e você, apenas você, está certo. Quando escuta uma pessoa discorrendo sobre algo pensa em sua arrogância “coitado! Não sabe o sem número de bobagens que está falando”. Quando escuta um testemunho, julga em sua mente deturpada: “tudo isso está teologicamente equivocado”. De onde vieram estes exemplos? São meus, claro; já fui exatamente assim.

O orgulho impede de que se veja beleza nas coisas simples, que se aprenda algo novo com uma pessoa que só tem uma coisa para ensinar. É uma doença que tem níveis de escalada. Veja isso:

“Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que cada um de vocês afirma: ‘Eu sou de Paulo’; ‘eu de Apolo’; ‘eu de Pedro’; e ‘eu de Cristo’. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1.11-13).

Primeiro você se apaixona pelo saber. A informação te seduz a pensar que você, agora, é mais que os outros, detém conhecimento que os outros não têm. Até que você se apaixona pelo conhecimento de um mestre. Ninguém sabe nada, todos falam bobagem, todos são crianças perto de meu mestre! Ele sim, detém o conhecimento supremo! Isso dura até o momento em que eu descubro que ele é apenas mais uma pessoa, mais um ser humano, com virtudes, mas com falhas (ah, e como estas falhas me ferem! Esperava que fosse ele, meu mestre, aquele que haveria de vir!). É nesse momento que a doença chega ao clímax, e a infecção toma conta do corpo e da alma: a partir de agora serei discípulo de Jesus e responderei somente a Ele. O que os outros dizem, o que meus líderes e mestres dizem, o que meus pastores dizem, o que a própria Bíblia diz já não me importa tanto; obedeço apenas a Jesus e àquilo que Ele fala para mim, e apenas para mim. Tornam-se “impastoriáveis”, não tratáveis, cheios de arrogância e auto justificação. Em seu orgulho passam a julgar a tudo e a todos, mas não apenas isso: armam ciladas para que as pessoas caiam em discussões sem nexo para que possam provar o quanto sabem de nada. Digo isso com uma propriedade que me assusta (por já ter feito isso) e me deixa aliviado (porque fui liberto disso).

Todo conhecimento que não gera crescimento para mim e para o outro, todo saber que não ajuda a mim e ao outro, todo conselho que não serve para aliviar a minha dor e a dor do outro só serve para gerar orgulho e arrogância. Eu perguntaria se você conhece alguém assim, mas a pergunta do dia de hoje é outra: você é assim? Eu sou assim? Que tal pensarmos sobre isso hoje?

 


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Graça e paz.

 

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara… aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá… ^_^