ADMOESTAÇÃO – PARTE 1 | Que tal Pensarmos?

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Hoje pensaremos em 1ª Timóteo 6.1,2.

Pense no seguinte: um empresário, membro de uma congregação, para ajudar um irmão que precisava de um emprego, contrata-o. Depois dos agradecimentos, de firmarem o contrato, combinam o início do trabalho para uma segunda-feira. No primeiro dia de trabalho ele chega trinta minutos atrasado. Questionado sobre o motivo, o novo empregado, irmão de fé, membro da mesma família cristã, olha para o empresário e diz com um sorriso no rosto: “rapaz, o culto ontem foi muito bom, né? Como já terminou meio tarde, saí com a família para uma pizza e acabei indo dormir muito tarde. Por isso perdi a hora.”. Minha pergunta para você, caro leitor: a justificativa é boa? O motivo é justo? Mas, calma… isso acontece novamente. Toda segunda. Isso porque não comentamos as horas gastas “anunciando o Evangelho” durante o expediente, os horários reservados para um “a sós com Deus”… No final dos três meses de experiência (isso ainda existe?) ele é dispensado. Sai falando mal do empresário, da igreja, do pastor e de Deus. Você já viu isso acontecer?

“Todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e o nosso ensino não sejam blasfemados.
Os que têm senhores crentes não devem ter por eles menos respeito, pelo fato de serem irmãos; pelo contrário, devem servi-los ainda melhor, porque os que se beneficiam do seu serviço são fiéis e amados. Ensine e recomende essas coisas.” 1 Timóteo 6.1,2.

Eu conheço donos de empresa que, em um processo seletivo, dão prioridade a candidatos que não sejam evangélicos, porque os que passaram pela empresa eram ruins de trabalho, maldizentes, faziam fofoca e disseminavam contendas, além de serem desleais e não tratáveis. Isso é uma vergonha sem tamanho para mim e para você. Se já devemos trabalhar como que para o Senhor normalmente (Efésios 6.7,8), quanto mais quando a pessoa para quem prestamos serviço é nosso irmão, membro de nossa família, que congrega na mesma casa! Há uma responsabilidade minha e tua em mostrar, através de nosso trabalho, a luz de Jesus. Nós temos que ser excelentes, cordiais, tratáveis, amáveis, pacificadores. Nossas palavras precisam trazer paz, união, fortalecimento de laços, soluções e graça.

E quando o ambiente de trabalho é injusto? Lutaremos por justiça, sem abrir mão de nada que devemos fazer e ser. E quando o patrão é explorador? Lutaremos pelas coisas corretas sem abrir mão de nada que devemos fazer e ser. Este texto não é uma admoestação à inércia, ao sofrimento calado e à aceitação de abusos. É um conselho, uma advertência, a ser o melhor que se pode ser para abençoar os outros. Existe muita gente fora do mercado de trabalho culpando Deus e o mundo, mas que faziam exatamente o que está no começo do texto. Seja luz no teu trabalho, não para receber aumento ou ganhar elogios; faça isso porque é o que você deve ser e o que deve fazer.

OBS.: Este texto, como você bem sabe, é escrito no meu horário de almoço, tá? =)

 

 


Você sabia que o “Que Tal Pensarmos?” virou livro? Confira em: www.ibmsj.com.br/que-tal-pensarmos-1

 

Graça e paz.

 

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Author: Davi Pessanha

Eu sou aquele cara… aquele mesmo. Isso! Lembrou? Não? Tá, deixa pra lá… ^_^